quinta-feira, 12 de abril de 2012

Eu mesma às escondidas

  Sou assim meio escondida, desde sempre, pra sempre. Quando criança me escondendo dos perigos de ser pega quebrando os copos e, de lá para cá, continuo a mesma escondendo-me dos perigos de me declarar, de amar, de ser eu mesma em todos os lugares. Escondendo-me dos estudos e das responsabilidades.
  Observando a vida de longe, chorando baixo para não precisar dar explicações, escondendo-me por horas e minutos, como antigamente para não ir embora do shopping, mas agora com motivos, pelos quais não me orgulho e não me arrependo. Não falo, não penso, sempre os esquecendo, com um sorriso no rosto eu vou levando a minha vida, assim às escondidas.


O Leão e as Abelhas

  É muito fácil revidar quando os outros nos provocam, não acha?
  Mas é muito mais sábio suportar as provocações em silêncio, do que despertar a terrível fúria de um leão, que por um lasi é grande e forte, mas as abelhinhas, porém pequenas, são muito mais poderosas, nos deixam enganados pela aparência, pequenas e aparentemente frágeis, mas com muitas habilidades.
  Nem sempre o forte, o grande, aquele em que sempre apostamos ser poderoso, o vencedor, sairá ganhando.
  Moral: não se deixe levar pelas aparências, nem sempre o bonito é confiável, nem todo leão é poderoso, nem todo abelha é tão pequena.